Janelle Monae

Good evening, androids, aliens (…) and robots!

This is android number 57821, known to the droid control as Cindi Mayweather but known to you as the ArchAndroid.

As you well know over the last several centuries the Great Divide has been using time tones to spread propaganda against your kind.

They have created dark lies worrying society about false things such as the Matrix, about future societies ruled by robots and wars between men and machines. While all the while in the year 2719 they have hunted for me, the mythic Archandroid, and conspired against the rise of the majority freedom in the wonder ground.

But I’m here as living proof that their mythology, profecies and policies are wrong and their oppressive evil rules coming to and end. For they have made many many mistakes with the time tone they sent my gene model Janelle Monae back to the year 2010 when she’s doing her utmost to spread out the message and awaking the masses singing to all that will listen about our lost city and our struggle for freedom.

With this in mind it’s now time for you to rise and join us as we spread the sacred information that our time is NOW and that we have one and only one commandment: you will DANCE OR DIE.

Foi com essa introdução que Janelle Monae entrou no palco do Summer Soul Festival (São Paulo - janeiro de 2011). Com a missão de sacudir os esqueletos e as cabeças, acordando as massas para o plano maligno da sociedade secreta “Great Divide”, Janelle se apresenta como um clone da grande entidade conhecida como Archandroid, um ser mitológico que vive num futuro longínquo.

Janelle é uma cantora americana de 26 anos, com influências de cantores e performers como James Brown, Grace Jones, Michael Jackson, Stevie Wonder. Suas músicas transitam pelo soul, funk, r&b e afro-punk.

Apesar de ser título de seu segundo álbum, lançado em 2010, a saga da Archandroid teve início em 2003, com o álbum proibido nunca lançado “The Audition”, que tem pegada bem hip hop, da época em que ela não tinha exatamente definido sua persona.

Neste disco vemos pela primeira vez o nome “Cindi”, em uma música que fala sobre mundos de fantasia e uma menina solitária, com melodia claramente referenciando a “Bella Notte”, música tema do clássico da Disney, “A Dama e o Vagabundo”.

Em “Metropolis”, outra música do Audition, Janelle começa a mostrar seu interesse pela temática dos androids e pelo clássico filme de Fritz Lang. É um relato de uma garota androide (ainda sem nome) sobre a vida na cidade distópica. Na última parte da letra, ouvimos pela primeira vez o nome de Anthony Greendown, um humano a quem ela serviu e por quem se apaixonou.

Metropolis, filme

Cindi é revelada Cindi Mayweather no primeiro disco oficial da cantora, “Metropolis - Suite Case I”, lançado em 2007. Das 7 músicas, 4 continuam a saga da androide, agora uma fugitiva perseguida por outros de sua raça, acusada de se apaixonar por um humano e trair os androides.

Em “March Of The Wolfmasters” uma voz avisa pelos auto-falantes da cidade sobre o crime de Cindi, a 57821, convidando todos a caçá-la por Neon Valley Street. E as regras do dia são claras: os caçadores só podem utilizar motosserras e punhais eletrificados.

Na música seguinte, “Violet Stars Happy Hunting”, ela reconta sua história enquanto foge desesperadamente e as sirenes gritam do-dooo-do.

Em “Many Moons”, Cindi parece estar refugiada com outros androides, sonhando com um mundo livre da tirania. Esta música virou um curta de 6 minutos, no qual pela primeira vez vemos Janelle com seu figurino clássico preto e branco, sapatos masculinos e danças inspiradas em James Brown.

Em 2010, Janelle lançou seu último disco, a obra-prima “The ArchAndroid”. O álbum é como um filme de pouco mais de uma hora, falando da contínua fuga de Cindi e sua transformação na figura mítica ArchAndroid que passeia pelos arredores de Metropolis se preparando para libertar o mundo da tirania.

Capa do disco ArchAndroid

Algumas letras falam claramente da saga, citando Anthony Greendown, Neon Valley e o número 57821. Outras, como o single “Tightrope” focam mais na própria experiência de Janelle com a fama e a carreira musical.

“Dance or Die” abre o disco apresentando uma maneira de seguir em frente em tempos difíceis.

“There’s a war in all the streets
and yes the freaks must dance or die”

Em “Faster” ela continua correndo cada vez mais rápido e faz referência ao livro de Phillip K. Dick, “Do Androids Dream of Electric Sheep?”, que foi adaptado para o cinema com o título “Blade Runner”.

Blade Runner, filme

“I’m running
shaking like a schizo
‘Lectric sheep are dancing in the window
My heart beats
It’s kicking like a kick drum”

Na sequência Cindi sonha mais um pouco com os braços de seu amado (“Sir GreenDown”), começa sua transformação em uma heroína (“Neon Gumbo”), questiona seu “criador” humano (“Oh Maker”), imagina o paraíso (“Mushrooms and Roses”), cita K. Dick mais uma vez (“Make the Bus”) e numa balada com citações em espanhol e batidas afro, finalmente assume o controle (“Babopbyeya”).

Ao final do disco Cindi está transformada, preparada para não mais fugir e lutar por seus ideais.

This time I shall be unafraid
And violence will not move me
(…)
I see beyond tomorrow
This life of strife and sorrow
My freedom calls and I must go


“The ArchAndroid” é uma grande mistura de referências (vai de Matrix a James Hilton), fazendo paralelos com a nossa própria realidade e a intolerância e opressão que marcaram a história da humanidade, e com os arquétipos que sobreviveram pelos séculos.

No futuro Cindi se transforma no ArchAndroid, que cria outro ser à sua imagem e o manda de volta ao passado para espalhar idéias sobre amor e liberdade.

Sacou? Gzus girl in time loop.

“A long long way to find the one
We’ll keep on dancing till she comes
These dreams are forever
Oh these dreams are forever
And if you wanna wake the sun
Just keep on marching to the drums
These dreams are forever
Oh these dreams are forever”

Tá difícil começar esse blog. Pensei em seguir uma linha temática só com assuntos relacionados a tecnologia e assuntos de internet, redes sociais, etc. Temas que têm sido muito importantes pro meu trabalho atual.

Mas não faria muito sentido, já que é só uma parte de um monte de outras coisas que eu gosto. Então vou postando referências, novidades no portfolio, vídeos, fotos, tudo relacionado à cultura pop que eu consumo e que tanto me consome.

Talvez eu comece na próxima semana com aquelas lista de melhores do anos, que todo mundo adora fazer e reclamar das alheias no twitter.

Pra ilustrar postei aí em cima o meu clipe do ano (isso ainda existe? é uma das coisas que eu preciso despejar aqui): Arcade Fire - The Suburbs. Espero que você já tenha clicado no play.

(Reblogged from atmp)